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Itens filtrados por data: Maio 2013

Leite, queijo, iogurte e manteiga são alimentos facilmente encontrados na mesa dos brasileiros, mas para cerca de 40% da população podem trazer náuseas, diarreia, excesso de gases, dor de estômago entre outros incômodos. Isso acontece devido a uma incapacidade que essas pessoas têm de digerir lactose, o açúcar do leite. É a intolerância à lactose.

Para digerir esse açúcar, o organismo precisa produzir uma enzima chamada lactase, que divide o açúcar do leite em glicose e galactose. A incapacidade de produzir a lactase pode ser genética ou ocasionada por algum problema intestinal que a interrompe temporariamente.

De acordo com Ricardo Barbuti, gastroenterologista membro da Federação Brasileira de Gastroenterologia, a capacidade de produzir a lactase é geneticamente determinada. "Quem tem a predisposição para produzir menos enzimas, na medida em que o tempo passa, vai perdendo a capacidade de digerir a lactose. Todo mundo que tem geneticamente uma intolerância, tem uma má absorção de lactose, mas isso não causa sintomas sempre", disse Barbuti. Há países, como o Japão, em que praticamente toda a população tem essa característica.

O especialista explica que geralmente os sintomas aparecem entre meia hora e uma hora depois da ingestão do leite ou derivados, como chocolate, sorvetes, leite condensado, creme de leite, iogurte, manteiga, pudins e queijos. Barbuti ressalta porém, que isso depende do grau de intolerância à lactose e de quanta lactose tem o alimento ingerido. "Queijos quanto mais duros, menos lactose. Um parmesão, por exemplo, tem pouca lactose, enquanto um queijo mais mole tem mais lactose" explicou o especialista.

O Iogurte, por exemplo, tem menos lactose, já que o leite é fermentado e, no processo de fermentação, as bactérias consomem a lactose.

Já para Simone Rocha, nutricionista presidente da Associação de Nutricionistas do Distrito Federal, outro fator que pode causar intolerância alimentar de qualquer tipo, inclusive à lactose, é a superexposição a determinado alimento. "A superexposição pode causar intolerância, porque você come tanto que o seu organismo não consegue produzir enzimas para quebrar tudo", explica Simone.

De acordo com Barbuti, as pessoas estão tendo mais acesso ao diagnóstico de intolerância à lactose. "O médico está mais atento a esse problema. O exame mais comum, que é o teste sanguíneo, é de fácil execução e está mais disponível à população, inclusive pelo SUS [Sistema Único de Saúde]", avaliou o especialista. Ele conta que existe ainda um teste genético, em que os genes do paciente são estudados para saber se existe carga para a intolerância, porém este exame está disponível em pouquíssimos lugares no Brasil.

O especialista ressalta que existe diferença entre intolerância alimentar e alergia, que é uma reação imunológica descontrolada do organismo a alguma substância.

Para quem tem intolerância à lactose e faz questão de continuar consumindo derivados do leite, Barbuti explica que existem no mercado comprimidos de lactase. No Brasil, a lactase é encontrada apenas nas farmácias de manipulação, pois, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a enzima lactase é um medicamento de origem biológica. Em outros países, no entanto, a enzima é considerada alimento e tem venda liberada em farmácias e supermercados. Segundo a agência reguladora, ainda não há, no país, interesse das empresas em desenvolver o produto para vendas nas farmácias.

Outra alternativa para não passar mal ao ingerir derivados de leite são os probióticos, "as bactérias do bem", que quando tomadas continuamente podem melhorar a digestão da lactose. Estes recursos são especialmente importantes para mulheres que já passaram pelo período da menopausa e precisam ingerir derivados do leite para absorverem cálcio.

Aline Leal e Heloisa Cristaldo
Repórteres da Agência Brasil

Edição: Denise Griesinger

Fonte: Agência Brasil

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Entre os últimos lançamentos do mercado destacam-se produtos fortificados com fitosterol.

A indústria de alimentos está investindo cada vez mais em produtos enriquecidos com nutrientes que contribuem para manter a saúde em dia, como cálcio, ômega-3, fibras e ácido fólico. Mas, entre os lançamentos mais recentes do mercado brasileiro estão produtos ricos em fitosterol, como leite em pó e iogurte.

A nutricionista Ana Maria Lottemberg, da USP (Universidade de São Paulo), explica que os fitosteróis são compostos naturais provenientes do reino vegetal que apresentam grande similaridade com a estrutura do colesterol do sangue. Não à toa, contribuem para a redução dos níveis de LDL colesterol, exatamente aquele que faz mal ao coração.

— Todos os vegetais têm fitosterol, sendo a soja sua principal fonte. Mesmo assim, sua quantidade é insuficiente para beneficiar a saúde. Por isso, a importância de recorrer aos alimentos enriquecidos.

A recomendação diária de fitosterol é de 1 a 3 g, no entanto , segundo uma pesquisa feita em São Paulo, os adultos brasileiros consomem uma média de 100 mg diárias. Para atingir a meta, seria necessário ingerir 340 tomates, 168 cenouras ou 120 maçãs diariamente.

De acordo com a SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), cerca de 40% da população brasileira têm taxas elevadas de colesterol. O cardiologista Raul dos Santos Dias, diretor da Unidade Clínica de Lípides do InCor (Instituto do Coração), chama a atenção para a importância de controlar o problema.

— O colesterol elevado é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que ocupam o primeiro lugar no ranking das causas de morte no mundo.

Além de priorizar uma alimentação balanceada — rica em frutas e legumes e pobre em gorduras e açúcares — o médico adverte para outros hábitos saudáveis que ajudam a combater o colesterol alto.

— Prática regular de atividade física, abandono do cigarro, manutenção do peso, controle da pressão arterial e moderação no consumo de bebidas alcóolicas.

Fonte: R7

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