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Itens filtrados por data: Março 2013

Estudo feito em Campinas (SP) e apresentado nos Estados Unidos mostrou que taxas de colesterol podem aumentar no inverno e diminuir no verão.

Os níveis de colesterol aumentam com a chegada do inverno e caem novamente na medida em que o calor retorna, aponta um novo estudo feito por pesquisadores brasileiros.

"No inverno, as pessoas devem ter mais cuidado com os próprios níveis de colesterol", disse pesquisador Filipe Moura, estudante de doutorado na Universidade Estadual de Campinas.

Segundo ele, ainda não está claro se essas mudanças nos níveis de colesterol estão colocando pacientes em risco de ter ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais . É um quadro complexo e essas alterações podem ter algum papel, mas há muitos outros fatores que contribuem para essas ocorrências, acrescentou ele.

Há várias razões possíveis para explicar por que o colesterol varia de acordo com a estação do ano, disse Moura, incluindo mudanças na dieta , exercícios e variações no tempo de exposição ao sol.

"No inverno, consomimos mais calorias e comemos alimentos mais gordurosos, que podem ter algum efeito sobre os níveis de colesterol ruim", disse ele.

"Além disso, é comum que as pessoas façam menos exercícios durante o inverno e fiquem mais tempo dentro de casa."

As pessoas também recebem menos sol no inverno e por isso produzem menos vitamina D, um fator que pode ter efeito sobre o colesterol. Moura também observou que durante o inverno as pessoas estão mais propensas a resfriados e gripes, o que também pode afetar os níveis de colesterol.

Os resultados do estudo foram apresentados no último fim de semana no encontro anual do Colégio Americano de Cardiologia, em São Francisco. Moura equipe coletaram dados de mais de 227.000 pessoas que tinham os níveis de colesterol controlados em centros de cuidados primários em Campinas entre 2008 e 2010.

Os pesquisadores descobriram que, durante o inverno, a lipoproteína de baixa densidade (LDL), também chamada de colesterol "ruim", elevou-se em média 7 miligramas por decilitro de sangue em comparação com o verão, um aumento de 8% durante os meses frios. Durante os meses de calor, os níveis de lipoproteína de alta densidade (HDL), o colesterol "bom", subiram cerca de 9% – assim como os níveis de triglicérides, que aumentaram cerca de 5%, segundo os pesquisadores.

Isso é diferente do que foi encontrado em outros estudos, disse Moura. Uma possível explicação seria o clima de Campinas. A altitude da cidade está entre 548 e 762 metros acima do nível do mar, e os invernos são, em geral, suaves e secos.

Moura disse que essas mudanças podem ser ainda mais extremas nos Estados Unidos, na Europa ou em outras áreas que têm maiores mudanças climáticas entre o inverno eo verão. Agora, ele planeja a olhar para pacientes com doença cardíaca para avaliar se a mudança sazonal nos níveis de colesterol de fato resulta em mais infartos.

Para Gregg Fonarow, porta-voz da Associação Americana do Coração e professor de cardiologia na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, ainda não é possível saber o impacto dos resultados do estudo em pessoas com ou sem doença cardíaca.

"Este estudo sugere que pode haver uma variação sazonal modesta, com níveis mais altos de LDL no meses de inverno em relação ao verão, mas são necessários mais estudos para confirmar estes resultados e se há qualquer impacto significativo sobre o risco de doença cardiovascular", disse Fonarow.

A equipe de pesquisadores ressaltou que o estudo foi apresentado em uma reunião médica e, com isso, os dados e conclusões devem ser vistos como preliminares até que o estudo seja divulgado em uma publicação científica revisada por pares.

* Por Steven Reinberg

Fonte: IG Saúde

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Brasília – Remédios poderão ter os preços reajustados a partir do dia 30 de março, segundo autorização da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), formada por uma equipe interministerial liderada pelo Ministério da Saúde. A autorização com os critérios de composição dos ajustes dos preços foi publicada hoje (12) no Diário Oficial da União.

Para esses reajustes, serão consideradas as expectativas de inflação, de ganhos de produtividade das empresas de medicamentos e o preço dos insumos usados na produção dos remédios. Para a inflação, deverá ser usado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulado entre março de 2011 e fevereiro de 2012, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: Agência Brasil

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Sedentarismo, colesterol alto e estresse são alguns dos piores inimigos do coração. Eles se encaixam dentro dos fatores chamados modificáveis, ou seja, ainda dá tempo de mudar esses hábitos e começar a se preocupar com sua saúde.

Algumas pessoas têm chance maior de desenvolver doenças cardíacas, principalmente levando em conta idade e histórico familiar. Mas isso não quer dizer que os mais jovens não devam se preocupar.

Se você tem na família irmãos ou pais que já sofreram um infarto na faixa dos 30 anos, atenção! Redobre ainda mais os seus cuidados se você identifica algum dos fatores modificáveis citados acima.

Angina e ienfarte são algumas das doenças que mais assustam. Ambas são causadas, principalmente, pelo excesso de colesterol no sangue. Para se ter uma idéia, o colesterol é responsável por 4,4 milhões de mortes anuais no mundo.

Outras enfermidades também assombram o coração. Além das bastante conhecidas arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca e hipertensão arterial, também figuram nessa lista endocardite infecciosa, pericardite aguda, doenças valvárias e doença de chagas.

Fonte: Terra

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