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Itens filtrados por data: Fevereiro 2013

Pesquisa monitorou 7,5 mil pessoas por cinco anos. Quem comeu ao estilo mediterrâneo teve risco de doença cardíaca reduzido em 30%.

Despeje um pouco de azeite de oliva, de preferência sobre peixes e vegetais: um dos mais longos e científicos estudos sobre a dieta mediterrânea sugere que este estilo de se alimentar pode reduzir as chances de problemas cardiovasculares, especialmente acidente vascular cerebral (AVC), em pessoas mais velhas e com alto risco de sofrer esses eventos.

O estudo durou cinco anos e envolveu cerca de 7.500 pessoas na Espanha. Aqueles que comeram ao estilo mediterrâneo, com azeite de oliva e oleaginosas, tiveram um risco 30% menor de ter problemas cardiovasculares graves em comparação com aqueles que, apesar de orientados a seguir uma dieta com baixo teor de gordura, não cortaram muito desse ingrediente da dieta. Por dieta mediterrânea entende-se o consumo regular de frutas, peixe, frango, feijão, molho de tomate, saladas e vinho, com poucas quantidades de doces, bolos e biscoitos.

A dieta mediterrânea já é apontada como saudável para o coração. Mas a recomendação era baseada em estudos de observação. A nova pesquisa é muito mais forte, porque as pessoas estudadas foram divididas em grupos de diferentes dietas e foram seguidas por um longo tempo e cuidadosamente monitoradas. Os médicos inclusive fizeram testes de laboratório para verificar se os voluntários que estavam na dieta mediterrânea estavam consumindo mais azeite de oliva ou nozes do que o recomendado.

A maioria destas pessoas estava tomando medicamentos para baixar o colesterol e a pressão arterial, e os pesquisadores não alteraram estes tratamentos, disse um dos líderes do estudo, Ramon Estruch, do Hospital Clinic de Barcelona. No entanto, como um primeiro passo para evitar problemas cardíacos "pensamos que dieta é melhor do que um remédio, porque tem pouco ou nenhum efeito colateral. A dieta funciona", disse Estruch disse.

Os resultados foram publicados esta semana na versão online da publicação científica New England Journal of Medicine e foram discutidos em uma conferência sobre nutrição em Loma Linda, Califórnia (EUA).

* Por Marilynn Marchione

Fonte: IG Saúde

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O câncer de pulmão vai ultrapassar até o ano 2015 o câncer de mama como a principal causa de mortes pela doença entre as mulheres europeias, segundo um estudo recém-divulgado.

De acordo com os autores da pesquisa, publicada na revista especializada Annals of Oncology, o aumento reflete o crescimento do número de mulheres que começaram a fumar nos anos 1960 e 1970. Eles afirmam, porém, que no médio e longo prazo a tendência deve ser de redução dos casos de câncer de pulmão, já que hoje há menos jovens começando a fumar.

Segundo os pesquisadores da Universidade de Milão responsáveis pelo levantamento, em 2013 deve haver 82.640 mortes por câncer de pulmão e 88.886 por câncer de mama entre mulheres europeias, mas em alguns países, como a Grã-Bretanha e a Polônia, as mortes por câncer de pulmão já são mais numerosas.

Menos mortes

A equipe liderada pelo professor Carlo La Vecchia analisou as taxas de todos os tipos de câncer em 27 países da União Europeia como um todo e também individualmente em seis países – França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Grã-Bretanha.

Os dados indicam que, apesar de mais e mais pessoas estarem desenvolvendo câncer – por estarem vivendo mais –, no geral há menos pessoas morrendo em consequência da doença.

Apesar da queda no número total de mortes por câncer, as mortes por câncer de pulmão entre as mulheres continua a crescer em todos os países europeus. O número de mortes por câncer no pâncreas, tanto entre homens quanto entre mulheres, também não mostra sinais de redução, principalmente porque há poucas alternativas efetivas de tratamento para esse tipo de câncer.

"Isso é preocupante, porque esse (câncer de pâncreas) é o principal tipo de câncer que não mostra nenhum sinal de declínio no futuro. O fumo e o diabetes são responsáveis por cerca de um terço dos casos, mas não sabemos o que causa a maioria dos outros casos", diz La Vecchia.

Segundo ele, para o câncer de pulmão espera-se que o número de mortes comece a cair entre 2020 e 2025, já que a geração de mulheres mais jovens fuma menos.

Fonte: IG Saúde

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