Capa noticias
Itens filtrados por data: Janeiro 2013

Estudo revelou também que as mulheres fumantes têm hoje muito mais chances de morrer por causa do vício do que nos anos 60.

Um estudo conduzido por pesquisadores britânicos constatou que, pela primeira vez, o índice entre mortalidade de mulheres fumantes se equiparou ao dos homens dependentes do cigarro.

A pesquisa, publicada na revista científica New England Journal of Medicine, também revelou que as mulheres fumantes têm hoje muito mais chances de morrer por causa do vício do que nos anos 60. Entre as principais razões para isso estão mudanças de hábito, como o início da dependência mais cedo e o número de cigarros tragados.

A primeira geração de mulheres fumantes nos EUA (país da pesquisa) surgiu durante os anos 50 e 60. Nessas duas primeiras décadas, as mulheres que fumavam tinham três vezes mais chances de morrer em decorrência de câncer de pulmão do que aquelas que nunca tinham desenvolvido o vício.

Porém, ao analisar os dados das mulheres entre 2000 e 2010, os pesquisadores constataram que elas tinham 25 vezes mais chances de morrer da doença do que aquelas que não fumavam. A tendência observada no público feminino é semelhante à dos homens, que alcançaram um nível similar de mortalidade por cigarro nos anos 80.

'Forte aumento'

Para conduzir o experimento, os cientistas analisaram os dados de mais de 2 milhões de mulheres nos Estados Unidos. Segundo o pesquisador responsável pelo estudo, Michael Thun, "o forte aumento do risco entre as fumantes mulheres tem se mantido por décadas, mesmo depois de se identificarem os graves riscos à saúde decorrentes do tabagismo e apesar de as mulheres tragarem cigarros de marcas consideradas menos nocivas e com menos nicotina".

"Portanto, o consumo de marcas de cigarro tidas como 'light' ou 'suave' não apenas falhou em prevenir um forte aumento do risco nas mulheres, como também elevou o número mortes por doenças de obstrução do pulmão crônicas em fumantes do sexo masculino."

Isso se explica, segundo ele, pelo fato de "a fumaça diluída nesses cigarros (light ou suaves) ser inalada mais profundamente pelos pulmões dos fumantes, (na tentativa de manter) uma absorção frequente de nicotina".

Pesquisas publicadas no ano passado indicam que as mulheres que fumam há muito tempo têm dez anos de vida a menos do que as que nunca adquiriram tal vício. Entretanto, aquelas que abandonaram o cigarro em torno dos 30 anos de idade praticamente eliminaram os riscos de morte precoce por doenças típicas relacionadas ao tabagismo.

Já quem parou aos 40 perdeu um ano em sua expectativa de vida. Em declaração a jornalistas, o professor Richard Peto, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, disse que "se as mulheres fumam como os homens, elas vão morrer como os homens".

Fonte: IG Saúde

Publicado em Notícias
Quarta, 09 Janeiro 2013 15:35

Dicas para não adoecer na viagem

Ficar atento às mudanças de temperatura e ter cuidado ao comer na rua são duas delas; veja outras.

Viagens são, em geral, uma oportunidade para sair da rotina – comer em lugares diferentes, experimentar pratos típicos do local, praticar esportes ou atividades que não são costumeiras. A chance de descansar, no entanto, pode se transformar em um grande problema se a saúde estiver comprometida.

Com a viagem programada – seja ela de curta ou longa duração, nacional ou internacional – é importante adotar alguns cuidados para manter o organismo funcionando bem. Assim, é possível evitar contratempos que podem fazer o turista trocar a praia, a piscina ou a montanha pela cama do hotel, ou pior, do hospital.

Pensando nisso, o iG Saúde separou oito dicas úteis para quem vai viajar neste fim de ano ou no início de 2013.

1. Evite o descontrole na alimentação

A primeira dica importante a ser seguida quando se vai viajar para um lugar muito diferente é tentar manter a alimentação regrada, com porções adequadas e um cardápio balanceado. De acordo com o nutricionista clínico do Hospital Sírio-Libanês, Carlos Canavez Basualdo, o ideal é não mudar muito a rotina que o viajante já está habituado.

"O café da manhã, mesmo durante uma viagem, continua sendo a refeição mais importante do dia. Uma dica é fazê-la no hotel, pois normalmente o local oferece produtos de qualidade e preparados de uma forma mais confiável", diz Basualdo.

"Como geralmente os passeios aos pontos turísticos são demorados, três refeições diárias às vezes não são suficientes. O melhor nesses casos é ter sempre consigo uma barrinha de cereal, uma fruta ou alguma outra opção mais saudável de lanche", sugere o especialista. O segredo é controlar a ansiedade e a vontade de experimentar tudo de uma única vez e ter atenção ao que for consumir.

2. Cuidado com alimentos exóticos

Em viagens para lugares cujos pratos típicos são muito diferentes do cardápio brasileiro, a comida pode ser um perigo para o sistema digestivo.

"Em países asiáticos e africanos, muitas vezes ocorre um alto grau de manipulação do alimento, o que aumenta o risco de contrair bactérias", alerta o nutricionista.

Se for alguma comida já preparada – como é comum em praias – é preferível optar por alimentos cozidos, que estejam em temperatura adequada, e não abusar de condimentos.

"Usar o bom senso é a melhor dica para evitar problemas com alimentação em viagens. Por mais que as pessoas tenham boas intenções, os riscos sempre existem."

O nutricionista também determina uma série de grupos de risco que devem estar mais atentos na hora de se alimentar durante uma viagem: crianças, idosos, portadores de doenças e gestantes.

"Se a viagem for muito longa, o corpo muda de situação e tem de se readaptar. Por isso, principalmente para esses grupos, é importante tentar manter a rotina anterior à viagem", diz.

3. Verifique a necessidade de se vacinar

De acordo com o médico Antonio Pignatari, infectologista do Hospital 9 de Julho, alguns estados brasileiros no centro-oeste, países como Peru e Colômbia, e ainda regiões da Oceania, requerem obrigatoriamente a aplicação de vacina contra a febre-amarela 10 dias antes da viagem.

"Se o destino é algum país na África ou ainda na região amazônica, algumas doenças como a malária não têm vacina. Nesse caso, o importante é observar o próprio corpo durante e depois das férias, pois a doença pode levar até meses para aparecer", explica o infectologista.

No caso de doenças para as quais não há vacina, o viajante – sob orientação médica – pode fazer uso da profilaxia (um conjunto de remédios que podem prevenir infecções).

4. Prepare-se para a o movimento

Se você tem a intenção de praticar esportes durante as férias, mas não tem como hábito se exercitar, cuidado com as estripulias! A falta de preparo físico pode ser um complicador, principalmente se a atividade for ao ar livre e sob forte calor.

"Para evitar problemas ainda maiores ao praticar atividades físicas, o ideal é manter-se sempre hidratado, com uma garrafa de água sempre à mão", diz o nutricionista Carlos Basualdo.

O especialista faz ainda um alerta quanto ao uso de produtos que teoricamente dão um 'gás' na atividade.

"Muitos viajantes aventureiros tomam café e produtos energéticos para aumentar a atividade corporal. É preciso muita atenção ao ingerir tais bebidas, já que pessoas com problemas cardíacos e hipertensão podem sofrer com os efeitos colaterais, como ansiedade e irritabilidade, além de ter um aumento descontrolado da adrenalina", diz Basualdo. A recomendação é de não tomar mais de uma latinha de energético por dia ou três xícaras de café.

5. Fique atento ao fuso e às mudanças de temperatura

Em viagens de longa duração, é importante se informar com antecedência sobre as diferenças de horas entre o lugar de origem e o destino e como isso pode causar problemas à saúde.

"O fuso horário pode acarretar sérios problemas antes mesmo da viagem. Com uma diferença muito grande de tempo, o organismo mantém seu funcionamento no horário antigo e até ele se adaptar a pessoa corre o risco sofrer uma queda na imunidade", esclarece o infectologista Antonio Pignatari. As diferenças de altitude e de temperatura, associadas à queda da imunidade por causa do fuso também podem resultar em doenças.

"Ainda no avião, idosos ou pessoas com sobrepeso podem sofrer de problemas vasculares, trombose e embolia pulmonar", alerta o médico.

Ainda com relação às mudanças na temperatura, os jovens levam vantagem e se adaptam às diferenças climáticas mais facilmente. Porém pessoas com problemas pulmonares crônicos ficam mais expostas a infecções devido ao frio e correm mais risco de contrair pneumonia, independente da idade. Já onde o clima é de extremo calor o perigo da desidratação é permanente. Por isso, recomendam os especialistas, é importante se hidratar constantemente.

6. Remédios: não esqueça as prescrições

Em caso de alguma condição que necessite tomar remédios durante uma viagem ao Exterior, a boa medicina do viajante recomenda levar a prescrição do medicamento feita pelo médico no Brasil e, se possível, escrita em inglês. No entanto, não é garantido adquirir remédios em drogarias fora do país.

"Em alguns lugares é proibido vender remédios com prescrição estrangeira", diz o infectologista Antonio Pignatari. Para evitar esse tipo de inconveniente, o médico recomenda que se reserve a quantidade de medicamento necessária para os dias de viagem.

"Levar um relatório do histórico do paciente, em inglês, também é recomendável".

7. Contrate um seguro saúde com cobertura internacional

No caso de algum problema de saúde durante a viagem, o ideal é sempre procurar auxílio médico. Se o viajante estiver em algum lugar fora do Brasil, contratar um plano internacional é a melhor indicação. Alguns países da Europa, por exemplo, exigem que o turista contrate esse seguro para passar pela imigração.

Com este serviço a pessoa tem direito a consultas clínicas e laboratoriais com médicos especializados, que podem analisar a situação com agilidade, especialmente se tiverem em mãos o histórico do paciente. Mesmo em algumas regiões com pouco acesso à medicina, é importante pensar na contratação, já que alguns planos têm até mesmo o serviço de transporte para lugares com maior estrutura de atendimento.

8. Cuidado aos detalhes que fazem a diferença

Independente do destino da viagem ser no Brasil ou no Exterior, é muito importante buscar informações sobre o local. Certifique-se que toda a documentação pessoal esteja em um lugar seguro e sempre acessível, como identidades, passaportes, bulas e prescrições dos medicamentos mais importantes, além de endereços que podem ser úteis, como hospitais, embaixadas e consulados.

* Renan Miret, especial para o iG Saúde

Fonte: IG Saúde

Publicado em Notícias
lojavelox
Cardiocenter © | Todos os Direitos Reservados | Qd. 501 Sul, Conj. 2, Rua NSA, Lt. 12 Palmas TO 77016-008 Brasil | (63) 3219.8787/3219.8704