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Itens filtrados por data: Dezembro 2012

Cardiologistas pediátricos explicam que 'sopro' no coração nem sempre é doença, e que a alimentação da gestante não causa problemas no coração no bebê. Assista aos vídeos.

Sopro no coração em crianças não é doença, na maioria dos casos, e a alimentação da mãe não influencia o surgimento de doenças cardíacas congênitas. O iG ouviu quatro cardiologistas pediátricos, que tiraram essas e outras dúvidas frequentes de mães e pais, durante o Congresso Brasileiro de Cardiologia Pediátrica, realizado em Foz do Iguaçu (PR).

Nos vídeos, os médicos explicam alguns sinais que devem chamar a atenção sobre a possibilidade problema cardíaco na criança e alertam ainda que grávidas com cardiopatias têm chances de 6% a 10% de gerar filhos com problemas no coração, não necessariamente os mesmos problemas cardíacos delas.

Sintomas de alerta de problemas cardíacos na criança

Se o bebê tem lábios, língua e extremidades arroxeadas – uma condição chamada cianose – sente cansaço e precisa parar seguidamente a mamada para respirar, tem infecções respiratórias seguidas e dificuldade para ganhar peso e altura, os pais devem levá-lo a um cardiologista pediátrico. Esse especialista pode identificar com mais precisão se existe algum problema real e tratá-lo de forma adequada.

No vídeo a seguir, Flávia Pasquinelli Cabral, professora da Faculdade de Medicina de Itajubá (MG), enumera alguns sintomas que devem alertar os pais:

Na maioria dos casos, "sopro" no coração não é doença

Apesar de temido, o tão falado "sopro" no coração é apenas um som que o médico ouve ao estetoscópio quando faz a ausculta o paciente.

"O sopro é a manifestação de alguma turbulência no sangue. Pode representar de fato um problema ou pode ser o chamado 'sopro inocente'", explica Ieda Jatene, chefe da cardiologia pediátrica do HCor (Hospital do Coração), em São Paulo.

"É preciso acabar com o mito de que o sopro é algo extremamente grave", diz a médica Flávia Navarro.

No vídeo, o especialista Marcelo Credidio, do Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba (PR), explica que, em 90% dos casos, o "sopro" não ocorre em função de defeito cardíaco:

Filhos de mães com cardiopatias têm chance de 6% a 10% de gerar filhos com problemas cardíacos

Ieda Jatene esclarece que mães com cardiopatias congênitas tem de 6% a 10% de chances de dar à luz bebês com problemas no coração, mas não necessariamente o mesmo que elas têm. Diabéticas, por exemplo, tem 10% mais chances de terem bebês com alguma cardiopatia. Veja a explicação:

Alimentação da gestante não gera problema cardíaco em bebê

Este é outro mito comum, explica o cardiologista pediátrico Marcelo Credidio, do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR). Ele diz que a alimentação da gestante pode gerar outros problemas para o bebê, mas não influencia nem pode causar cardiopatias congênitas. Os médicos alertam, porém, que a má alimentação da grávida pode causar outros prejuízos para os bebês, como a desnutrição. Veja:

Fonte: IG

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Segundo pesquisa feita com 101 mil mulheres, as que fumavam tinham o dobro de chances de morrer de repente mesmo se fumassem entre um e 14 cigarros por dia.

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos sugere que mulheres que fumam pouco, incluindo aquelas que fumam apenas um cigarro por dia, dobram as chances de morte súbita em comparação às mulheres que nunca fumaram. O estudo analisou a saúde de 101 mil enfermeiras americanas durante mais de três décadas.

Durante a pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá, e publicada na revista da American Heart Association, ocorreram 315 mortes súbitas causadas pela parada inesperada do coração .

Em pessoas com 35 anos ou menos, este tipo de morte geralmente ocorre quando há um histórico de problemas cardíacos na família. Mas, em pessoas acima de 35 anos, como no caso da maioria das enfermeiras estudadas, a morte pode ter sido causada pelo entupimento de artérias do coração devido a depósitos de gordura.

Veja no infográfico: como o cigarro afeta o corpo

Das 315 mortes súbitas registradas durante o estudo, 75 ocorreram entre enfermeiras que ainda fumavam, 148 entre mulheres que tinham parado de fumar (recentemente ou não) e 128 entre pessoas que nunca fumaram.

Um ou 14 cigarros por dia

Depois de levar em conta outros fatores de risco para o coração, como pressão alta , colesterol alto e histórico familiar de problemas cardíacos, Roopinder Sandhu, que liderou a pesquisa, descobriu que mulheres que fumavam tinham o dobro de chances de morrer de repente mesmo se fumassem entre um e 14 cigarros por dia. Para cada cinco anos de fumo contínuo, o risco aumentava em 8%. Mas, os pesquisadores descobriram que aquelas que pararam de fumar, voltaram ao fator de risco igual a de mulheres que nunca fumaram, depois de 20 anos sem cigarros.

"O que este estudo realmente mostra às mulheres é a importância de parar de fumar. Os benefícios em termos de redução de morte súbita cardíaca estão lá, para todas as mulheres, não apenas aquelas que já tem problemas cardíacos", afirmou Sandhu.

"Pode ser difícil parar. É necessário (ter) um objetivo no longo prazo. Não é sempre fácil e pode ser necessária mais do que uma tentativa", acrescentou.

"Esta pesquisa mostra que fumar apenas alguns cigarros por dia ainda pode afetar muito sua saúde no futuro", afirmou Ellen Mason, enfermeira especializada em cuidados cardíacos da British Heart Foundation.

"Se você está pensando em parar e precisa de um empurrãozinho, esta pesquisa acrescenta às muitas provas (que já temos) de que parar de fumar é a melhor coisa que você pode fazer pela saúde do seu coração", acrescentou.

Um estudo publicado recentemente na revista The Lancet, sugeriu que 1,2 milhão de mulheres que pararam de fumar aos 30 anos evitaram quase completamente os riscos de uma morte prematura devido a doenças relacionadas ao fumo.

Fonte: IG

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Médicos e dentistas lançaram hoje (4) a campanha Salve Saúde. O futuro promete. Chegue bem lá. A ideia é promover, por meio do site www.salvesaude.com.br, uma ação educativa permanente e incentivar a mudança de hábitos entre os brasileiros.

A coordenadora da campanha, Nise Yamagushi, acredita que as pessoas sabem o que é preciso fazer para mudar hábitos, mas não o fazem. Ela disse buscar "um momento novo, onde todos modifiquem seus hábitos e, realmente, tenham uma vida mais saudável".

Para o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, o projeto é ousado porque envolve diversas instituições da saúde. "Queremos criar um conceito, por meio de uma linguagem científica de credibilidade, mas que as pessoas entendam perfeitamente bem o que estão lendo", explicou.

O presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões Dentistas, Sílvio Cecchetto, avaliou como importante que os profissionais de saúde se unam pela promoção de hábitos saudáveis. Ele diz que "a odontologia faz parte desse contexto. Há muito tempo sabemos que a saúde começa pela boca".

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Edição: Beto Coura

Fonte: Agência Brasil

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