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Itens filtrados por data: Outubro 2012
Quarta, 24 Outubro 2012 12:16

Estudo - Tomate reduz risco de AVC

Alimento é rico em licopeno, substância antioxidante benéfica para a saúde.

Um novo estudo finlandês sugere que níveis altos de licopeno no sangue podem estar associados a uma redução significativa do risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), efeito que não ocorre com outros antioxidantes. As hortaliças e os legumes, especialmente os tomates, são uma fonte importante de licopeno.

A análise, publicada no periódico Neurology, acompanhou de forma prospectiva 1031 homens entre 46 e 55 anos por meio da medição dos níveis sanguíneos de 5 antioxidantes e do registro de ocorrências de derrame.

Durante os mais de 12 anos de acompanhamento ocorreram 67 AVCs, os quais foram mais comuns entre os homens mais velhos e com diabetes . Após levar em conta esses e outros fatores, a probabilidade de ter um acidente vascular cerebral era 55% menor entre os homens cujos níveis de licopeno no sangue estavam entre os mais altos em comparação com os que possuíam os níveis mais baixos da substância.

Não houve associação entre a ocorrência de AVC e os níveis sanguíneos dos outros quatro antioxidantes: alfa-caroteno, betacaroteno, alfa-tocoferol e retinol.

Os autores reconhecem que o número de AVCs foi pequeno e que faltaram dados que controlassem outras possíveis influências da alimentação. Mesmo assim, o tempo de acompanhamento longo e os diagnósticos confiáveis oferecem força considerável ao estudo.

"Recomendo que as pessoas comam regularmente frutas, hortaliças e legumes, incluindo tomates", afirmou o principal autor do estudo, Jouni Karppi, pesquisador da Universidade do Leste da Finlândia. "Além da proteção contra derrames, consumir legumes e hortaliças é benéfico para a saúde de qualquer modo."

Fonte: IG Saúde

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Brasília - A partir de 2013, o Ministério da Saúde iniciará pesquisa com o objetivo de avaliar a saúde da população. Cerca de 16 mil pessoas, de 1.600 municípios, vão passar por exames de sangue e urina, além de medir a pressão arterial.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) faz parte do Plano de Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis. A meta é colher dados sobre os hábitos de alimentação, tabagismo, uso de bebidas alcoólicas, da prática de atividade física e sobre fatores associados a comportamentos não saudáveis da população.

De acordo com o Ministério da Saúde, as informações vão ser base de ações de combate às doenças crônicas não transmissíveis, responsáveis por 72% das mortes no Brasil.

O levantamento vai contar com a parceria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para levar questionários a 80 mil residências. Ele pretende estimar a cobertura de exames preventivos de câncer de colo de útero e de mama e quer ainda investigar a atenção dada aos doentes diagnosticados com hipertensão, diabetes e depressão, incluindo o acesso a medicamentos, exames complementares de diagnóstico e continuidade nos cuidados.

A PNS se propõe ainda a delinear o perfil lipídico da população e a dimensionar o acesso ao diagnóstico de alguns problemas crônicos, como a hipertensão e o diabetes.

Aline Leal
Repórter da Agência Brasil

Edição: Graça Adjuto

Fonte: Agência Brasil

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Controle remoto, torneiras e tábuas de cortar alimentos estão entre os mais contaminados por bactérias transmissoras de doenças.

Uma grande quantidade de doenças infecciosas pode ser transmitida em casa, sobretudo em determinados pontos que se tornaram verdadeiros focos de coliformes fecais.

A advertência é reforçada por especialistas nesta segunda-feira (15), o "Dia Mundial de Lavar as Mãos", que ressalta a importância da higiene pessoal.

Objetos como controles remotos, torneiras de banheiro e cozinha, telefones, brinquedos e lixeiras são importantes transmissores de bactérias.

Segundo o Gobal Hygiene Council, grupo formado por especialistas internacionais em higiene, estima-se que entre 50% e 80% das doenças alimentares tenham origem em casa. Isso porque pontos como a pia da cozinha, por exemplo, costumam conter 100 mil vezes mais germes do que um banheiro, por estar contaminada por restos e sujeira.

Tábuas de cortar alimentos têm 200% mais coliformes fecais do que assentos de privada. Objetos frequentemente tocados com as mãos são grandes pontos transmissores - é o caso das torneiras de banheiro e dos controle remotos, que também costumam ter mais germes nocivos do que a tampa da privada. Na mesma "turma" estão as bolsas de mão que têm milhares de bactérias por centímetro quadrado.

Daí a preocupação com a lavagem frequente das mãos, para evitar a transmissão dessas bactérias.

"O nível surpreendente de contaminação em objetos do dia a dia é um sinal de que as pessoas estão esquecendo de lavar suas mãos após o uso do banheiro, um dos momentos-chave para prevenir infecções", disse o pesquisador britânico Val Curtis, da Escola Britânica de Higiene e Medicina Tropical.

'Mãos de privada'

Estudo lançado nesta segunda-feira pela Universidade Queen Mary, patrocinada por uma marca de sabonetes, aponta que cerca de um em cada dez britânicos pesquisados carrega em suas mãos a mesma quantidade de germes de uma privada suja.

A pesquisa identificou coliformes fecais em 26% dos entrevistados, em 14% das notas de dinheiro e em 10% dos cartões de crédito analisados.

"As pessoas dizem que lavam suas mãos, mas as pesquisas mostram que não. Apontam ainda o quão fácil esses agentes causadores de doença são transmitidos, sobrevivendo em dinheiro e cartões", diz Ron Cutler, que liderou a pesquisa britânica na Universidade Queen Mary.

Em média, as mãos carregam cerca de 3 mil tipos diferentes de bactérias de mais de cem espécies, segundo pesquisadores americanos. Muitos desses tipos não são nocivos, mas a higiene das mãos é essencial para evitar que os germes que causam doenças não sejam transmitidos.

O hábito de lavar as mãos é considerado pela ONU uma das medidas de melhor custo benefício para controlar doenças mundo afora. Pode, ainda, salvar mais de 1 milhão de vidas anualmente - perdidas, por exemplo, com diarreias e infecções respiratórias.

O Hygiene Council também recomenda, nas residências, o uso de lixeiras que se abrem com pedal (para evitar contato manual), a limpeza de brinquedos (principalmente os de crianças doentes) e de superfícies tocadas com frequência.

Equilíbrio

Ao mesmo tempo, relatório de setembro do Fórum Científico Internacional sobre Higiene Doméstica (IFH, na sigla em inglês) cita a hipótese segundo a qual a crescente prevenção de infecções desde a primeira infância pode resultar, mais tarde, na maior incidência de doenças como alergias. A explicação: necessitamos da interação com micróbios, particularmente nos primeiros anos de vida, para manter nosso sistema imunológico em equilíbrio.

Há indícios de que, idealmente, teríamos que ser expostos a determinados tipos de micróbios, mas não há consenso científico sobre quais deles, ou em que quantidade. Como, então, encontrar o equilíbrio entre a exposição a esses micro-organismos e a necessidade de manter distância de doenças infecciosas perigosas?

Segundo o relatório, "podemos, por exemplo, estimular as crianças a brincar livremente umas com as outras e com seu ambiente. Ao mesmo tempo devemos ser rigorosos com a importância de ações como lavar as mãos após ir ao banheiro ou visitar fazendas, antes de comer, etc". O

mesmo vale para animais de estimação: a exposição a eles traz contato com diferentes tipos de micro-organismos, mas o risco de contaminações é reduzido com a boa higiene dos pets.

Fonte: IG - Saúde

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Apesar do acidente vascular cerebral (AVC) estar entre as principais causas de internação e morte no país, as pessoas ainda têm pouco conhecimento sobre os sintomas da doença e demoram na busca por atendimento hospitalar. A conclusão foi apresentada hoje (13) pelo neurologista João José Carvalho ao participar do 8° Congresso Mundial de AVC, em Brasília.

"As pessoas não estão educadas para prevenir e também para identificar rapidamente os sintomas do AVC. Há pouca informação sobre a doença", explicou João José Carvalho que coordena a unidade de AVC do Hospital Geral de Fortaleza e fez uma pesquisa sobre a doença em 19 hospitais da rede pública e privada de Fortaleza (CE).

Entre os sintomas do AVC estão alterações motoras, de fala, dormência e formigamento. A Organização Mundial de AVC (WSO) recomenda que diante de suspeita de um caso sejam feito alguns testes como pedir que a pessoa sorria e observar se o sorriso está torto. Em seguida, verificar se ela consegue levantar os dois braços e verificar se há alguma diferença na fala, se está arrastada ou enrolada.

A hipertensão foi identificada no estudo do neurologista João José Carvalho como o principal fator de risco comum às pessoas que sofreram AVC no universo pesquisado. O diabetes, o histórico familiar e o fumo também apareceram como elementos de risco importantes.

A Associação Brasil de AVC sugere a adoção de um estilo de vida saudável para diminuir o risco de um primeiro AVC ou de um evento recorrente. Dados da associação apontam que, em cinco anos, a recorrência da doença pode chegar a 24% em mulheres e 42% em homens.

Entre as medidas de prevenção sugeridas está o controle da pressão arterial, dos níveis de colesterol e do consumo de álcool. Recomenda-se também parar de fumar, fazer atividade física regularmente e consumir alimentos com baixo teor de sal e gordura.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o AVC está entre as principais causas de morte no país e, em 2010, mais de 33 mil pessoas morreram em decorrência da doença na faixa etária até 70 anos.

Durante o 8° Congresso Mundial de AVC, que começou no último dia 10 e termina hoje, foram discutidas causas, ações de prevenção e apresentados estudos e pesquisas sobre a doença feitos em todo o mundo.

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Edição: Aécio Amado

Fonte: Agência Brasil

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Brasília – Médicos em todo o país vão suspender o atendimento a pacientes de planos de saúde por um período de até 15 dias. O protesto, na maioria dos estados, está previsto para começar na próxima quarta-feira (10).

Esta é a quarta paralisação anunciada pela categoria em dois anos. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), serão suspensas apenas consultas e cirurgias eletivas – serviços de urgência e emergência não serão afetados.

Sete unidades federativas anunciaram a suspensão do atendimento a todas as empresas de saúde suplementar do país. Em oito estados, o protesto vai atingir apenas operadoras de planos locais. Há ainda sete estados que irão realizar assembleias para definir os planos a serem atingidos.

Além do reajuste de honorários de consultas e outros procedimentos, a pauta de reivindicações inclui a inserção, em contrato, dos critérios de reajuste, com índices definidos e periodicidade e o fim da intervenção dos planos na relação médico-paciente.

De acordo com o vice-presidente do órgão, Aloísio Tibiriçá, as receitas dos planos de saúde no Brasil crescem, em média, 14% ao ano, mas o reajuste não é passado aos médicos. Segundo ele, o valor pago por consulta realizada já chegou a representar 40% dos gastos pelas operadoras, mas atualmente fica entre 14% e 18%.

"Defasou muito e está bem aquém da própria necessidade de sobrevivência do médico no consultório", disse. "Vivemos um conflito permanente com os planos de saúde. Os quase 50 milhões de usuários estão em um gargalo de atendimento médico. Os planos não credenciam mais serviços ou mais médicos por contenção de custos", completou.

Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) indicam que, entre 2003 e 2011, a receita das operadoras cresceu 192%, enquanto o valor médio pago por consulta aumentou 65%. Cálculos da própria categoria, entretanto, indicam que o reajuste foi 50%.

"A ANS suspendeu mais alguns planos por conta do tempo de espera. As emergências estão superlotadas, praticamente igual ao Sistema Único de Saúde (SUS). O mercado de saúde suplementar não atrai mais o médico, eles estão saindo. A situação vai piorar", ressaltou Tibiriçá.

Para o vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Lairson Vilar, as operadoras têm "boicotado" tratamentos de alto custo, reduzindo períodos de internação e dificultando exames mais caros. Segundo ele, estudo feito em São Paulo indica que dois em cada dez usuários de planos de saúde têm procurado o serviço público no lugar das clínicas credenciadas. "É impossível oferecer um serviço de qualidade face a um desequilíbrio tão grande", destacou.

Estados

Planos alvos

Período de suspensão de atendimento

Acre

Todas as operadoras

10 a 17 de outubro

Alagoas

Assembleia prevista para 08/10

 

Amapá

Não haverá suspensão de atendimento

 

Amazonas

Todas as operadoras

15 de outubro

Bahia

Hapvida, Amil/Medial, SulAmérica, Cassi, Petrobras, Geap, e Golden Cross

10 a 19 de outubro

Ceará

Não haverá suspensão de atendimento

 

Distrito Federal

Não haverá suspensão de atendimento

 

Espírito Santo

Assembleia prevista para 08/10

 

Goiás

Amil, Cassi, Capesep, Fassincra, Geap, Imas e Promed

17 a 19 de outubro

Maranhão

Unimed, Unihosp, Hapvida, Conmed, Saúde Bradesco, Multiclinica e Geap

10 a 24 de outubro

Mato Grosso

Grupo Unidas

11 de outubro

Mato Grosso do Sul

Todas as operadoras

10 a 17 de outubro

Minas Gerais

Todas as operadoras

10 a 18 de outubro

Pará

Não haverá suspensão de atendimento

 

Paraíba

Assembleia prevista para 10/10

 

Paraná

Assembleia prevista para 08/10

 

Pernambuco

Saúde Bradesco, SulAmérica, Itaú Unibanco, Allianz, AGF, AIG e Hapvida

16 a 19 de outubro

Piauí

Todas as operadoras

10 a 14 de outubro

Rio de Janeiro

Assembleia prevista para 10/10

 

Rio Grande do Norte

Todas as operadoras

10 de outubro

Rio Grande do Sul

Cabergs, Saúde Caixa, Geap, Centro Clínico Gaúcho, DoctorClin e SulAmérica

15 a 17 de outubro

Rondônia

Todas as operadoras

15 a 17 de outubro

Roraima

Não haverá suspensão de atendimento

 

Santa Catarina

Agemed, planos de saúde regionais e todos os planos do grupo Unidas

15 a 19 de outubro

São Paulo

Golden Cross, Green Line, Intermédica, Itálica, Metrópole, Prevent Sênior, Santa Amália, São Cristovão, Seisa, Tempo Assist (Gama Saúde e Unibanco), Trasmontano e Universal

10 a 18 de outubro

Sergipe

Assembleia prevista para 08/10

 

Tocantins

Assembleia prevista para 08/10

 

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: CFM / Agência Brasil

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Em duas décadas de uso, ecocardiograma fetal permitiu a sobrevivência de crianças como Vanessa e Caio. Conheça as histórias

O ecocardiograma fetal 'nasceu' no Brasil em 1992, bem na época em que Mariade Fátima Chiesa esperava a primeira filha, a Vanessa.

O exame passou a ser usado nas maternidades brasileiras e mudou o destino dos recém-nascidos, afirmam os pediatras e cardiologistas.

Trata-se de uma técnica simples, parecida com o ultrassom , capaz de identificar problemas cardíacos nos bebês ainda na barriga da mãe.

Com ele, as intervenções cirúrgicas podem ser planejadas e realizadas antes mesmo do nascimento. Ate então, só quando as crianças chegavam ao mundo sem força nem para chorar – e roxas por falta de ar motivada pelas falhas no coração – os médicos pensavam em cirurgias de risco para evitar a morte prematura dos pacientes.

Não raro, eles nasciam mortos ou sobreviviam somente algumas horas fora do útero materno, engrossando os índices de mortalidade infantil.

"No início da década de 90 voltei dos Estados Unidos com especialização em um exame que ainda não fazia parte da rotina do pré-natal no Brasil. Ninguém entedia a minha função", lembra a Lilian Lopes, cardiologista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo e uma das primeiras a disseminar o uso do ecocardiograma fetal no País.

"Aos poucos, a técnica foi popularizada e hoje, principalmente perto da 26ª semana de gestação, já é possível identificar se o feto tem alguma malformação congênita no coração", complementa Lilian.

"Se o resultado for positivo, há uma reprogramação das consultas do pré-natal e do parto."

Maria de Fátima descobriu há 20 anos que esperava um bebê com cardiopatia. Vanessa nasceu e cresceu saudável. Elas foram uma das primeiras a passarem por um ecofetalMaria de Fátima foi uma das primeiras gestantes submetidas ao ecocardiogramafetal, enquanto fazia o pré-natal nos anos 90. Era a primeira gestação e ela acabara de descobrir estar grávida de uma menina.

Sobrevivência

Pelos dados brasileiros, 30% destes 24 mil recém-nascidos cardiopatas apresentam anomalias que podem ser identificadas já no pré-natal caso tenham acesso ao ecocardiograma. O exame é indicado para as mães que estão no grupo de risco, sendo elas as grávidas diabéticas, hipertensas, com mais de 35 anos ou que já tiveram algum filho com cardiopatia.

Simone Pedra, cardiologista pediátrica do Hospital do Coração (HCor), diz que a realização da técnica é indicada também quando o ultrassom comum mostra alguma alteração cardíaca no bebê sem explicação clínica, como um coração maior ou menor do que o tamanho previsto para a idade do feto.

"Em 80% dos casos, não há razão médica – doença materna por exemplo – para as crianças apresentarem este problema durante o desenvolvimento. Acontece por fatores ainda não explicados pela ciência", diz a médica.

Josane Alves, por exemplo, saudável, 29 anos, estava grávida pela primeira vez no ano passado. Na 27ª semana da gestação, foi identificado que o coração de Caio tinha o lado esquerdo atrofiado na imagem mostrada no ecocardiograma, uma condição incompatível com a vida.

Mas o destino de Caio foi alterado. Os pesquisadores acreditam que este exame abriu as portas dos avanços registrados nas últimas duas décadas na área da cardiologia neonatal e "mudaram o curso natural das doenças cardíacas", afirma Simone Pedra.

Caio foi operado quando ainda estava dentro da barriga da mãe Josane, após o exame mostrar doença cardíaca"Como os diagnósticos de fetos com alterações cardíacas aumentaram consideravelmente com o ecocardiograma fetal, a indústria foi provocada a apresentar soluções", afirma o cirurgião da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e médico do Hospital da Luz, Ivo Richter.

"Os aparelhos cirúrgicos ficaram menores para poder operar os corações pequenos, as técnicas ficaram mais precisas e seguras. Tudo isso permitiu que bebês que nascem com metade do coração atrofiado possam ser operados. Uma boa parte dos procedimentos é feita quando as crianças estão no útero. E contrariando os casos do passado, hoje eles sobrevivem."

Foi o que aconteceu com Caio. Ainda na barriga da mãe, o menino foi operado pela equipe do HCor para a desobstrução da válvula cardíaca, que não permitia a circulação sanguínea. Continuou se desenvolvendo no útero materno e três semanas depois os Alves foram à maternidade.

"Assim que nasceu, o Caio precisou ser operado outra vez", lembra Josane.

Um stent foi colocado no peito do menino para evitar que o sangue invadisse o pulmão . Ele teve alta da UTI dois dias depois e uma semana após a cirurgia estava no quarto.

"Eu que pensei nunca poder amamentar meu filho, fiquei emocionada quando ele pegou o peito e parou de chorar. Amamento até hoje. O Caio é faminto", conta a mãe.

Aniversários

Para o aniversário de 20 anos do ecocardiograma fetal, os médicos esperam que ele se torne mais acessível e democrático no Brasil. Ainda hoje, o procedimento não é contemplado por todos os hospitais públicos e nem é coberto por todos os planos de saúde.

Caio está prestes a completar 1 ano de vida e os pais ensinam o garoto a cantar parabéns. Após a cirurgia, menino tem coração e pulmão saudáveis"A maioria dos aparelhos e dos cirurgiões de bebês recém-nascidos está concentrada nos grandes centros urbanos e hospitais universitários", lamenta Ivo Richter.

As diferenças regionais na especialidade podem ser evidenciadas pelos números de cirurgias cardíacas feitas em crianças com menos de 1 ano.

Em Rondônia, no ano passado, 17 nesta faixa etária foram internadas por problemas cardíacos, segundo levantamento feito pela reportagem nas planilhas do Ministério da Saúde. Em São Paulo, em igual período, o número foi 48 vezes maior, 810 internações.

Na casa de Josane, o fato de Caio estar nestas estatísticas faz com que o clima seja comemoração absoluta. O menino está cheio de fôlego para apagar a primeira vela no bolo de aniversário.

"Ele não teve mais nenhum problema e nunca mais ficou internado. Coração e pulmão estão inteirinhos, uma beleza", diz a mãe.

Já Maria de Fátima acredita que a coincidência temporal da gravidez de Vanessa com o nascimento do ecocardiograma, foi o que permitiu a filha nem ter tempo de pensar no vigésimo aniversário.

A jovem justifica: "Estou no primeiro ano da faculdade de odontologia, em meio as provas e entrega de trabalhos. Nem pensei em comemoração", diz Vanessa que, vez ou outra tem taquicarda, mas não por doença.

Os batimentos acelerados, acredita ela, são resultantes da ansiedade, típica dos sagitarianos nascidos no fim de novembro.

Fonte: IG Saúde

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